quinta - 23 de janeiro de 2020
Cariri
Lucas Gonçalves / 12 de janeiro de 2020

Médicos retomam atendimento na UPA de Juazeiro do Norte, no Ceará, após dois dias de paralisação parcial

UPA de Juazeiro do Norte, no bairro Limoeiro. Médicos reclamavam da falta de pagamentos. — Foto: Antonio Rodrigues

A paralisação parcial dos médicos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Limoeiro foi encerrada neste sábado (11), segundo a Secretaria de Saúde de Juazeiro do Norte. Desde a última quinta-feira, os profissionais estavam realizando o atendimento apenas de pacientes com classificação vermelha e amarela, por conta do atraso de pagamento nos meses de novembro e dezembro.

O equipamento passou por uma transição de gestão, onde a Associação das Crianças Excepcionais Nova Iguaçu (ACEMI) assumiu o controle. A ACEMI também está a frente do Hospital Maternidade São Lucas. A própria organização social realizou uma reunião onde foram esclarecidas e negociadas as reivindicações apresentadas pela categoria.

Outra reunião foi realizada na UPA com os profissionais, a nova empresa e a Secretaria da Saúde ainda no último sábado para que se ajuste a continuidade dos trabalhos, garantindo a prestação dos serviços à população.

A Secretaria de Saúde de Juazeiro do Norte informou que o repasse ao Instituto Médico de Gestão Integrada (IMEGI) — antiga gestora da UPA —, referente ao mês de novembro já foi feito. O valor pago foi de R$ 200 mil na quinta-feira e outros R$ 46 mil, no dia seguinte. Enquanto o mês de dezembro, aguarda a análise da produção.

A situação no município se agrava porque 18, das 49 Unidades Básicas de Saúde (UBS), estão sem médicos. A ausência destes profissionais se dá desde o último mês de março, após adoção do ponto eletrônico, e tem sido contornada nos últimos meses com novas contratações. O secretário de Saúde de Juazeiro do Norte, Lucimilton Macedo, adiantou que haverá um reajuste no salário para atrair novos médicos.

A Pasta informou que tem adotado medidas para suprir esta carência. Sete unidades passaram a fazer atendimento noturno aos moradores de qualquer bairro da cidade. Além disso, incluiu mais dois médicos de plantão para receber esta demanda no Hospital Estephânia Rocha Lima.

Fonte: Diário do Nordeste – Antonio Rodrigues

Lucas Gonçalves

Jornalista, formado pela Universidade Federal do Cariri.

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